sábado, 16 de setembro de 2017

Entre Mosteiros, de Alcobaça à Batalha

Para este último sábado de verão, as "Rotas e Trilhos na Natureza" desafiaram as hostes caminheiras para uma "aventura" de grau 5, entre os Mosteiros de Alcobaça e da Batalha, incluindo a travessia parcial da Serra dos Candeeiros. Às nove da manhã estávamos assim a começar a caminhar, depois de uma madrugadora viagem de autocarro desde Lisboa.

Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça ... aqui em Abril de 2015
Como a jornada era longa, apenas passámos nas traseiras do velho Mosteiro, rumo à aldeia do Carrascal e à Serra de Candeeiros, que "crescia" no horizonte, a nascente. A boa média, os primeiros 10 km foram feitos em pouco mais de duas horas, com a primeira das três paragens previstas em Molianos, terra de mármores, a partir de onde se iniciava a subida.

Eu subo, subo, subo ...
... mas este acompanha-me sempre!
Subida da encosta oeste da Serra de Candeeiros
Pouco depois do meio dia tínhamos ultrapassado já os 500 metros de altitude. O rumo era agora nordeste, ao longo da cumeada da serra e dos seus lapiás. E à uma da tarde estávamos no geodésico da Zelha, a 601 metros de altitude. Do grupo que aceitou este desafio, faziam parte os meus "Manos" Cristina e Zé Manel ... pelo que a "foto de família" se impunha... 😜

Na imensidão dos lapiás da cumeada da Serra de Candeeiros
Geodésico da Zelha (601m alt.) - Foto de família... 😋
Rumo a norte, junto ao
geodésico de Vale Grande (615m alt.)
Na paragem para almoço já passava das duas da tarde, mas o local não poderia ter sido melhor escolhido. Em plena serra, na encosta sobre a aldeia da Bezerra, o Monte do Carvalho é um pequeno "retiro", com algumas semelhanças com a mítica "cabana do Elias", a que várias incursões na serra de Candeeiros já me levaram. Ali há mesa, bancos, assador, um amplo e aprazível espaço no meio do arvoredo ... tudo o que proporciona um momento de descanso e de convívio.

Chegada ao local de almoço ... um paraíso em plena serra!
Haja um bom almoço!... 😛 (Foto: Paulo Cardigos)
Faltavam-nos ainda cerca de 15 km ... pelo que o descanso não podia ser prolongado. Sempre em direcção nordeste, rumámos aos Penedos Negros e aos Moinhos da Corredoura, de onde começámos a avistar Porto de Mós, junto à ecopista da antiga linha da mina da Bezerra.

Rumo ao geodésico dos Penedos Negros (547m alt.)
Moinhos da Corredoura
Porto de Mós à vista, com 25 km percorridos
Pelas quatro e meia estávamos a entrar em Porto de Mós, onde fizemos a terceira e última paragem. Junto ao Castelo, seguimos depois o curso do Lena, rumo a norte ... e à Batalha. Ao verem passar um numeroso grupo de caminhantes ... ainda fomos advertidos de que Fátima não era por ali... 😊

Entrada em Porto de Mós
Vinhas da encosta poente do vale do Lena
Já passava das seis e meia, no grupo havia muitos e muitas a perguntarem: "Onde está o Mosteiro da Batalha? Nunca mais se vê "... 😜. Percorríamos um belo trilho, entre a Quinta do Sobrado e a Batalha, quando de repente, ao cimo de uma leve subida ... lá estava ele, o histórico Mosteiro.

Ao longo do "trilho dos escuteiros",
pouco antes de entrar na Batalha
E de repente ... afinal ele existe!...
Cinco minutos depois das sete, o autocarro esperava-nos na Batalha. Com 36 km percorridos e um desnível que rondou os 1200 metros ... o desafio tinha sido vencido por todos. Na fachada principal ... lá tinha Santiago à minha espera, infelizmente sem o braço que segurava o bordão.

Mosteiro da Batalha, 16.Setembro.2017, 19h05
Santiago ao centro, na fachada principal do Mosteiro
E restava o regresso a Lisboa, com as boas recordações deste último sábado de verão. Com a minha "Mana" Cristina ... já não caminhava desde Janeiro...!
Ver o álbum completo

sábado, 2 de setembro de 2017

Travessia Foz do Arelho - São Martinho do Porto

Um Verão excepcionalmente quente, em que Portugal viveu a tragédia (ou o descalabro...) dos incêndios, foi um Verão "morno" em termos das minhas "aventuras" por fragas e pragas. Mesmo as quase duas semanas no meu "retiro" das terras do Côa, proporcionaram apenas uns poucos quilómetros a pé ... pelo que o desejo de desentorpecer as pernas era já muito.
Sobre a Foz do Arelho, 2.09.2017, 9h25
O regresso às lides foi pela mão dos "Novos Trilhos", na sequência de uma série de travessias ao longo do litoral oeste, de que fez parte aliás a minha última actividade com o grupo, em Julho. Com a minha "mana" Paula, pouco antes das oito e meia da manhã estávamos em S. Martinho do Porto, para uma "dança" de carros em que alguns ficaram ali e outros "desceram" para a Foz do Arelho, onde a caminhada se iniciava.
Depois ... depois foi um permanente sobe e desce de falésias e linhas de água, por caminhos de pesqueiros e por ... novos trilhos... 😊. Com um dia esplendoroso, sempre a ver o mar, com as Berlengas à vista, lá íamos progredindo. Entre a "quebrada da mó" e a da menina ainda andámos em derivações, à procura de trilho ... que achámos.

Ao longo das falésias da costa oeste, entre a Foz do Arelho e Salir do Porto
Quase às quatro da tarde estávamos a chegar à extremidade sul da baía de S. Martinho do Porto. O sobe e desce continuava ... e continuou até descermos a famosa duna de Salir.

Baía de S. Martinho do Porto, extremidade sul
Foz do Rio Tornada e a Duna de Salir
Descida da Duna de Salir ... ao estilo Novos Trilhos... 😊
Às cinco da tarde estávamos em Salir, junto à praia e à foz do Tornada. Depois de matar a sede ... faltavam-nos os 2 km finais até S. Martinho. E no final, junto à bela baía, ainda houve uma alegre confraternização de aniversário. É que ... alguém tinha feito 64 anos poucos dias antes... 😇

Praia e Baía de S. Martinho do Porto, 17h30
Ver o álbum completo